Thunderbolts* confirma estreia no Disney+ em 27 de agosto após forte corrida nos cinemas

Thunderbolts* confirma estreia no Disney+ em 27 de agosto após forte corrida nos cinemas

ago, 30 2025

Data marcada e janela longa: Thunderbolts* estreia no Disney+ em 27 de agosto de 2025, às 0h (PT) / 3h (ET) — por aqui, por volta das 4h no horário de Brasília. O filme da Marvel abriu sua carreira nos cinemas em 2 de maio e cravou um fim de semana de estreia de US$ 150 milhões no mundo, além de conquistar 88% no Rotten Tomatoes. Para um título que reúne figuras moralmente ambíguas do MCU, o desempenho mostra fôlego de blockbuster e aval crítico alinhado.

Entre o lançamento nos cinemas e a chegada ao streaming, são 117 dias. É um intervalo mais largo do que a média recente dos filmes da Marvel, que costuma ficar entre 70 e 90 dias. Essa decisão alonga a vida do longa nas salas e indica confiança do estúdio no boca a boca. Também organiza o calendário de lançamentos da plataforma, que segue priorizando estreias em janelas bem definidas.

Data, planos e detalhes de exibição

O título chega ao Disney+ nos Estados Unidos simultaneamente nos planos Basic (com anúncios) e Premium (sem anúncios). Nos EUA, o Basic custa US$ 10 por mês, e o Premium sai por US$ 16 por mês ou US$ 160 ao ano, com downloads incluídos nessa última opção. Valores, opções de pacote e disponibilidade de camadas com anúncios podem variar por país.

O filme tem 2h06 de duração e classificação indicativa PG-13, o que indica violência de ação e temas mais pesados, mas sem material extremo. Para quem curte maratonar, a estreia de madrugada facilita pegar o lançamento logo cedo. E, se a rotina não permitir, o Premium garante o download para ver offline.

Assinado por Jake Schreier, o projeto é produzido por Kevin Feige e tem Louis D'Esposito, Brian Chapek e Jason Tamez como produtores executivos. Schreier, que já dirigiu filmes como Cidades de Papel e episódios de séries elogiadas, imprime aqui um ritmo que mescla espionagem, golpe e ação em equipe.

Quem está no time e por que isso importa no MCU

Quem está no time e por que isso importa no MCU

A atração do filme é o encontro improvável de anti-heróis. Yelena Belova (Florence Pugh), Bucky Barnes (Sebastian Stan), Red Guardian (David Harbour), Ghost (Hannah John-Kamen), Taskmaster (Olga Kurylenko) e John Walker (Wyatt Russell) formam uma unidade de choque cheia de vícios e virtudes. Eles não vestem a capa do heroísmo clássico. Erraram, pagaram preços altos e agora encaram uma missão que pode tanto redimi-los quanto esmagá-los.

O ponto de ignição é Valentina Allegra de Fontaine, vivida por Julia Louis-Dreyfus. Nos bastidores, Val arma uma armadilha que empurra o grupo para um jogo perigoso. O time, desconfiado e quebrado, precisa aprender a operar junto, mesmo quando os objetivos individuais colidem. O roteiro aposta na tensão interna: confiança é moeda rara, e cada escolha cobra um preço no passado de todos.

O elenco ainda traz Lewis Pullman, Geraldine Viswanathan, Chris Bauer e Wendell Pierce em papéis inéditos no MCU, reforçando o mosaico de forças e agendas. A química é um ponto de carga: Pugh e Stan sustentam a espinha emocional, Harbour injeta humor desajeitado quando a trama pesa, e Kurylenko e John-Kamen acrescem camadas de trauma e pragmatismo. Russell, por sua vez, mantém John Walker imprevisível, sempre a um passo de se perder — ou se encontrar.

Em tom, o filme fica entre a espionagem suja e o blockbuster de assalto, com pausas para diálogos afiados sobre culpa, lealdade e o que significa fazer o certo quando ninguém é exatamente certo. A estilização do título com o asterisco — Thunderbolts* — aparece também nas peças de divulgação, um aceno ao caráter provisório e nada oficial dessa equipe de “salvadores” tortos.

Se você quer chegar preparado ao streaming, dá para montar um aquecimento rápido dentro do catálogo da Marvel. Estes títulos ajudam a entender onde cada peça se encaixa:

  • Black Widow (2021) — apresenta Yelena Belova e o Red Guardian, além do trauma que molda boa parte das motivações aqui.
  • Hawkeye (2021) — acompanha a evolução de Yelena e amarra seu vínculo com eventos mais recentes em Nova York.
  • The Falcon and the Winter Soldier (2021) — estabelece John Walker e traz Valentina ao tabuleiro.
  • Ant-Man and the Wasp (2018) — origem de Ghost e o tom científico que persegue sua condição.
  • Captain America: The Winter Soldier (2014) — essencial para entender Bucky, sua culpa e seu código moral.
  • Black Panther: Wakanda Forever (2022) — mais pistas sobre a atuação de Valentina no cenário geopolítico do MCU.

Do lado de bastidores, o filme entrega aquilo que os fãs de equipes desajustadas procuram: dinâmica de grupo com fricção, set pieces que exploram habilidades complementares e uma trilha que sabe quando pisar no acelerador e quando deixar as vozes falarem. As críticas destacaram a direção segura de Schreier e a química do elenco como motores da boa recepção.

Há também uma leitura de momento: o MCU vem abrindo espaço para protagonistas que operam na zona cinza. Em vez de heróis impecáveis, vemos pessoas em reconstrução. Nesse sentido, Thunderbolts funciona como vitrine de personagens que já roubaram cenas em filmes e séries, agora testados juntos, sob pressão. É uma aposta que conversa com o público que cresce com a franquia e quer conflitos menos binários.

Por fim, a chegada ao Disney+ consolida um ciclo: o filme explorou sua força no cinema, sustentou uma janela mais comprida e agora amplia o alcance no streaming, onde a conversa tende a se reacender com novos públicos descobrindo a equipe. Para quem perdeu nas salas — ou quer rever com calma, pausando os detalhes e caçando conexões — a hora está marcada.