Como identificar perda auditiva em crianças?

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perda auditiva em crianças

Quando se fala em perda auditiva, a associação, em geral, é de um problema que atinge o público mais velho. Esse senso comum, muitas vezes, é o responsável por vários quadros de dificuldade de aprendizagem durante a infância. Isso resulta no diagnóstico tardio da perda auditiva em crianças. Disfunção esta que atinge mais de 62 milhões de pessoas com menos de 15 anos no mundo.

Diante da importância do tema, o artigo de hoje apresenta informações sobre as causas da perda auditiva, os sintomas e como e feito o diagnóstico do problema. Por isso, siga aqui conosco.

Causas da perda auditiva em crianças

Existem diversas causas para a perda da capacidade auditiva durante a infância. Entre elas está:

  • a má formação genética, resultante de alguma doença ou do uso de substâncias prejudiciais ao feto;
  • os fatores hereditários;
  • infecções por otite recorrentes;
  • acúmulo de cerúmen;
  • exposição a ruídos muito altos;
  • traumas cranianos etc.

Dependendo da origem do problema, ele pode surgir antes do nascimento, nos primeiros momentos após o parto ou durante o desenvolvimento da infância. Sendo assim, é mais do que importante fazer consultas regulares ao médico e realizar check ups auditivos.

Sintomas da perda auditiva em crianças

Pesquisadores mostram que quando o feto está no sexto mês de gestação, ele já pode identificar sons. Isso é algo que contribui para seu desenvolvimento. Depois do parto, a audição é uma das principais ferramentas que ajudam a criança a interagir com o mundo. O sentido é importante para a aquisição da linguagem e para as relações sociais.

Bebês que apresentam uma perda auditiva grave  não conseguem responder a estímulos sonoros, ou seja, não viram a cabeça para acompanhar um som, não tentam falar e não reagem à interação vocal com os pais. Quando o problema está em graus menores, pode ocorrer atraso na compreensão na linguagem e desatenção.

Em crianças mais velhas, o problema pode aparecer na dificuldade  de alfabetização, quando ocorre a troca constante dos sons das letras, no ato de ignorar a fala das pessoas, na dificuldade de socialização, dificuldades emocionais etc.

Diagnóstico do problema

Para identificar a perda auditiva em crianças, além da observância dos sintomas citados anteriormente, é imprescindível a realização de exames médicos. O teste da orelhinha, ou triagem neonatal auditiva,  é obrigatório para todos os bebês recém-nascidos e deve ser feito até, no máximo, os três meses de idade.

O teste é feito por meio de estímulos sonoros leves, e o fonoaudiólogo avalia como as células auditivas reagem a eles. Tudo é realizado de maneira simples, enquanto o bebê está dormindo e é indolor. Caso o resultado apresente alguma alteração, é realizado um exame mais profundo, chamado PEATE, que avalia o estado das vias auditivas até o tronco cerebral.

No caso das crianças maiores, a avaliação pode incluir:

  • análise da membrana timpânica;
  • resposta a diferentes frequências e volumes de sons, por meio do teste de audiometria;
  • capacidade de seguir comandos simples;
  • análise da compreensão da fala;
  • análise do desenvolvimento cognitivo, entre outros.

A importância do diagnóstico precoce

Quando mais cedo for identificada a perda auditiva em crianças, melhores e mais efetivos são os resultados dos tratamentos. Estes podem incluir o uso de remédios, as cirurgias, o implante coclear ou a utilização de aparelhos auditivos.

Em geral, a grande maioria dos problemas tem tratamento, e isso é essencial para o desenvolvimento e a qualidade de vida dos pequenos. Afinal, estudos mostram que quanto mais tempo a criança convive com o problema da perda auditiva  sem o devido acompanhamento, mais ela apresenta dificuldades na aquisição da linguagem, na interação com outras crianças, no desenvolvimento da autoestima, entre outros.

Bem, agora você já sabe que a perda auditiva não se restringe a uma única faixa etária e que existem várias formas de identificar esse déficit em crianças. Por isso, esteja sempre atendo a saúde de seu filho ou das pessoas que convivem com você.  Aproveite e compartilhe este artigo com seus amigos nas redes sociais, assim, podemos contribuir para melhorar a saúde no Brasil.

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