Saiba como perda auditiva pode acelerar processos de degeneração e atrofia do cérebro Categoria:

Uma das causas que pode levar à perda auditiva é o envelhecimento, e justamente pelo avanço da idade outros fatores como a atrofia do córtex cerebral e alguns tipos de deficiências cognitivas (demências) passam a estar diretamente ligados.

Junto com a perda da função auditiva periférica (relacionada à cóclea) observamos também uma diminuição da função auditiva central, ou seja, a forma como o cérebro processa a informação auditiva em indivíduos idosos. Podemos afirmar que existe uma forte ligação e atuação entre audição periférica, processamento auditivo central e função cognitiva. Quando uma dessas áreas começa a declinar, passa a influenciar potencialmente as outras.

“Estamos vivendo um momento surpreendente no qual há um significativo aumento global da expectativa de vida e, com isso, ocorre também o aumento da frequência dos problemas de saúde ligados ao envelhecimento. Quando um idoso inicia um processo cerebral neurodegenerativo que leva a atrofia cerebral, estímulos sensoriais, como o tratamento da perda auditiva, atenuam a perda funcional, repercutindo positivamente nas manifestações clinicas da demência. Quanto antes iniciar estímulos como esse, melhor pode ser o resultado. O inverso também é verdadeiro:  pessoas com perdas auditivas, têm mais riscos em desenvolver déficit cognitivo (de atenção, de memória, da fala, por exemplo) e assim, aumentar o risco de desenvolverem quadros demenciais”, explica o médico Geriatra e Clínico Geral, Dr. Alexandre Brito.

A perda auditiva é muitas vezes negligenciada e algumas pessoas levam até sete anos para buscar ajuda profissional, e este avanço silencioso pode ser um grande perigo para à saúde cognitiva. Vale reforçar que a diminuição de estímulos auditivos, afeta o processamento do som em nível córtex cerebral e a privação de certos sons acelera o avanço de demências como a Doença de Alzheimer e a demência vascular. O idoso, por não perceber todos os sons, começa a receber menos estímulos auditivos e consequentemente o cérebro passa a diminuir o número de conexões realizadas por conta da menor interpretação dos estímulos sonoros.

“O cérebro é estimulo-dependente e a audição é um canal sensorial importantíssimo para recebermos e codificarmos informações externas bem como realizarmos as conexões cerebrais necessárias à nossa resposta. Se limitada, pode afetar, por exemplo, em grandes proporções, duas áreas: a condição visuo-espacial, prejudicando a percepção da localização da pessoa no ambiente e sua relação com objetos, móveis, animais e outras pessoas; e a área psicoafetiva, aumentando o risco de condições como a depressão, por promover isolamento social (pouca comunicação e participação nos encontros e reuniões sociais e familiares). Uma das evidências da importância do estímulo auditivo na geriatria dá-se no tratamento do “delirium”, um estado agudo de confusão mental que idosos com processos infecciosos ou piora rápida de doenças crônicas como diabetes desenvolvem, no qual uma das condutas básicas do tratamento é otimizar o uso prévio de aparelhos auditivos intensificando estímulos e assim somando para recuperação neurocognitiva desses pacientes”, alerta o Dr Alexandre Brito, Geriatra e Clínico Geral.

É de extrema importância, portanto, conscientizar os familiares e amigos que estejam nesse processo de presbiacusia (perda de audição associada ao avanço da idade) a procurarem ajuda especializada, mantendo um acompanhamento profissional, de preferência multidisciplinar,  para restabelecerem a sua qualidade de vida e evitarem o declínio cognitivo e da audição.

A Menthel, a maior revenda de aparelhos auditivos do Norte e Nordeste, realiza com excelência o acompanhamento e tratamento da perda auditiva para restabelecer sua saúde auditiva. Procure uma unidade na sua cidade e agende agora mesmo seu atendimento.

Dr. Alexandre Brito.

Agradecimento especial ao Dr. Alexandre Brito.

Fonte e Consultoria deste tema: Dr. Alexandre H. de Brito Alves. Especialista Titulado em Geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria, Especialista Titulado em Clínica Médica pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Pós Graduado Lato Sensu em Psiquiatria pela Universidade Estácio de Sá/RJ.

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